Pedro Casqueiro

Pintura

2007-06-21 | 2007-09-08


PEDRO CASQUEIRO
Pintura

21 de Junho a 8 de Setembro 2007

Depois da sua primeira exposição individual na Galeria Filomena Soares, em 2005, Pedro Casqueiro volta a apresentar um conjunto de pinturas inéditas. Pertencente à geração de artistas que surgem na década de 1980, Pedro Casqueiro tem desenvolvido um trabalho continuado e de permanente renovação centrado na prática da pintura, não se esgotando nas circunstâncias específicas dos Anos 80.

Situada na continuidade histórica da abstracção ocidental, entre a formulação moderna e a reformulação pós-moderna1, a pintura de Pedro Casqueiro convoca, em diferentes momentos, uma série de referências entre elas a collage cubista e dadaísta; a abstracção geométrica dos anos 20 e 30; a pop art; a op arte, ou o minimalismo serial que se entrecruzam com a linguagem do cinema, da banda desenhada, dos meios de comunicação e do design, tomando formas abstractas, figurativas e gráficas. No entanto, importa mencionar que estas referências não são utilizadas por Casqueiro como citações, funcionando antes como veículos para criar dinâmicas de deslocação, multiplicação e recomposição de elementos plásticos desmontando, por um lado, as próprias referências das pinturas e, por outro, inscrevendo novos significados e novas imagens.

É este processo de acumulação despreocupado de uma origem ou fundamento, assim como o questionamento do sentido da imagem narrativa, que caracterizam a nova série de pinturas de Pedro Casqueiro. A utilização que faz da cor, o recurso às velaturas e seus efeitos ópticos, a capacidade de combinar espaços bidimensionais e tridimensionais, a introdução da palavra e de signos diversos geram situações plásticas muitas vezes insólitas e ambíguas desenvolvendo uma forte e rítmica densidade visual.

Pedro Casqueiro (n. 1959, Lisboa) vive e trabalha em Lisboa. Tem exposto com regularidade desde o início da década de 1980, nomeadamente Galeria Filomena Soares (2005); Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (1997) 10 Contemporâneos, Fundação de Serralves (1997) e XLII Bienal de Veneza (Representação Portuguesa em 1986). Está representado em várias instituições entre as quais: Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; Fundação de Serralves e Museu do Chiado - MNAC (em depósito).