Vasco Araújo

"Ex Ovo Omnia"

2008-05-15 | 2008-06-19

De 15 de Maio a 26 de Junho
Inauguração a 15 de Maio às 21h30

GALERIA FILOMENA SOARES APRESENTA
"Ex Ovo Omnia" - VASCO ARAÚJO

A Galeria Filomena Soares inaugura no próximo dia 15 de Maio a exposição individual do
artista Vasco Araújo, "Ex Ovo Omnia", que ficará patente até ao próximo dia 21 de Junho.

Nas duas salas disponíveis da galeria o artista apresentará quatro obras: "Augusta", "Álbum"
"Trabalhos para nada, as árvores morrem de pé" e "Ex Ovo Omnia" que dá o nome à
exposição.
O vídeo "Augusta", filmado em Washington é baseado na comédia "As Aves" de Aristófenes.
Apresenta um diálogo entre dois leões de pedra sobre a criação de uma nova cidade e
ideologia em contraponto ao regime de opressão da cidade antiga. Apesar disso, a descrição
da nova cidade, do seu novo funcionamento social, da sua nova ideologia revela as mesmas
características imperialistas da cidade e ideologia originais.
A instalação "Álbum" apresenta uma mesa de jantar com treze álbuns de fotografias
encrustados. Em cada álbum encontramos o espaço reservado às fotografias vazio. Estes
espaços são acompanhados de pequenas frases que nos remetem para relação de alguém
com os restantes membros da sua família em desaparecimento.
"Trabalhos para nada, as árvores morrem de pé" apresenta uma história de uma mulher
receosa de não ser comentada socialmente. Para combater tal facto aproveita uma bengala
que herdou. Usa-la de modo a se evidenciar no seu meio social.
"Sim... é este preciso ponto que acho mais interessante. Apesar, de imediato, me
aperceber que não chego a conclusão alguma, leva-me a um pensamento e a uma acção:
uma mulher deve usar luvas e uma bengala se quer ser comentada. Isto, como provei a mim
própria, libertou-me do verdadeiro problema de passar despercebida."
"Ex ovo omnia" é uma instalação que recria uma árvore genealógica e nos apresenta uma
criança psicologicamente perturbada com a sua peculiar herança genética.
"Há pessoas que herdam casas. Outras herdam quadros ou arcos de violino com
seguros astronómicos ou um tansu japonês ou até um nome famoso. Eu herdei um gene
recessivo no meu quinto cromossoma e umas pérolas de família muito, muito raras. Quase
tão raras como a minha genealogia."
Nesta exposição o artista apresenta trabalhos que abordam temas como a herança genética,
relacional, social e ideológica. Opera sobre a criação de novos modelos que pôem em
questão a nossa própria evolução como seres humanos, tanto a nivel psicológico como
social.
Vasco Araújo realizou, entre outras, exposições individuais: "Vasco Araújo: Per-Versions",
The Boston Center for the Arts, Boston (2008); "About Being Different", Baltic, Centre for
Contemporary Art, Newcastle (2007); "Pathos", Domus Artium 2002, Salamanca (2006);
"Dilema", S.M.A.K., em Gent (2005) e Museu de Serralves, no Porto (2000), e participou em
exposições colectivas como "Artes Mundi, Wales Internacional Visual Art Exhibition and
Prize", National Museum Cardiff, Cardiff (2008); "Kara Walker and Vasco Araújo:
Reconstruction", Museum of Fine Arts Houston, Houston (2007); "Drei Farben - Blau", XIII
Rohkunstbau, Grobleuthen (2006); "The Experience of Art" (Bienal de Veneza, 2005) e
"Dialetics of Hope" (Bienal de Moscovo, 2005).
O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em várias
colecções, públicas e privadas, como Centre Pompidou, Musée d'Art Modern (França);
Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal); Fundación Centro Ordóñez-Falcón de Fotografía
- COFF (Espanha); Museo Nacional Reina Sofia, Centro de Arte (Espanha); Fundação de
Serralves (Portugal); Museum of Fine Arts Houston (EUA).