Galeria

Rodrigo Oliveira | O Grande Lago, Festival de Performance e Artes da Terra. 'Escrita na Paisagem'.

2008-07-15

 

Instalação site-specific, estrutura de ferro, 600x400x200cm

Escrita na Paisagem, intervenção no Museu da Luz, Alqueva. Um projecto com a colaboração de Filipe Rebelo

 

Intervenção land art inserida no Festival de Performance e Artes da Terra. 'Escrita na Paisagem'. Miradouro do Museu: Julho, Agosto e Setembro. Org: 'Escrita na Paisagem'/ Colecção B - Associação Cultural

Instalação

Com O Grande Lago, Rodrigo Oliveira materializa a sua reflexão em torno dos ciclos da água e da morfologia da paisagem envolvente, ao mesmo tempo que explora a ideia de arquitectura enquanto vestígio de edificação, ruína e monumento, com uma estrutura de saltos de piscina que se eleva frente do Museu da Luz.

O Grande Lago

O meu trabalho tem sido caracterizado por intervenções site - e context-specific que partem da reflexão sobre funções e características inerentes a certos espaços arquitectónicos e uma certa atitude de análise e comentário dos mecanismos de legitimação, existência e propagação do sistema artístico, recorrendo a intervenções que se centram em torno dos dispositivos necessários para a apresentação e visibilidade de obras de arte que envolvem activamente o espectador como parte integrante e dinamizadora da obra.


O uso de diferentes materiais e técnicas são adaptados para o assunto em questão com o objectivo de criar uma espécie de "retrato" ou análise do local. Parte da minha investigação é materializada em objectos e instalações que têm como ponto de partida os conceitos de desmaterialização, vazio (emptiness) e ciclos de transformação. Transformar o espaço, muitas vezes sem acrescentar nada de aparentemente novo, outras vezes, através do desvendar e de revelar algo que já lá está tornando-o visível, visa sobretudo expor o obvio, o que tem estado desde sempre próximo de nós. Criar uma intensificação da realidade ou uma plataforma de discussão de assuntos muitas vezes implícitos. [...]


O Grande Lago consiste numa estrutura de saltos de piscina que será instalado em frente do Museu na borda da água, ou na parte superior do museu. Essa estrutura remete para uma ideia de arquitectura enquanto vestígio de edificação, ruína e ao mesmo tempo de monumento. A deslocação objectual numa espécie de "follie" ou de absurdo convoca memorias do passado (daí o carácter de monumento) ao mesmo tempo que marca o território em termos de narrativa, quer social e antropológica quer na relação que opera com o mundo da arte.

Rodrigo Oliveira

www.escritanapaisagem.net/