Galeria

ÂNGELA FERREIRA | Ermida da Nossa Senhora da Conceição

2011-01-22

 

Exposição "Paradys" - Ângela Ferreira - 8 de Janeiro a 28 de Fevereiro 2011 na Ermida da Nossa Senhora da Conceição.

Horário de Funcionamento:
3ªfeira a 6ªfeira das 11h00 às 17h00, encerrado para almoço das 13h00 às 14h00. Sábado e Domingo das 14 às 18. Encerrado segunda-feira e feriados.

Morada:
Travessa do Marta Pinto, 21
1300-390 Lisboa (perpendicular à Rua de Belém) - www.ermidabelem.com

Informação à Imprensa:

Fábia Fernandes 213 637 700 ermida@ermidabelem.com

Paraíso de Ângela Ferreira na Ermida Nª Srª da Conceição

A artista plástica Ângela Ferreira, cujo trabalho tem como ponto de partida os assuntos geopolíticos, que conduzem a pesquisas em torno da definição de "verdades objectivas" em determinados campos da arte, das políticas de género e da história, ou mesmo como forma de questionamento das definições culturais de certos países e das respectivas sociedades, abre a programação de 2011 da Ermida Nª Srª da Conceição com a  exposição "Paradys" escrito em afrikander e em homenagem à segunda casa de Gawie Fagan que se chama justamente "paradys".

A peça principal da exposição é uma escultura de um portal de entrada, uma escultura linear em madeira, equivalente a um desenho no espaço de quatro portas fechadas que visualmente definem um espaço enclausurado - ‘paradys' ou paraíso. Construída segundo as portas  que o arquitecto  Carlo Scarpa desenhou no final da Segunda Guerra Mundial para a Gallerie dell'Accademia,  em Veneza, esta escultura convida-nos a um momento de reflexão entre o espaço e o tempo, entre a presença do velho e antigo e do novo, entre o usado e o ideal platónico da arte.

Ao ser convidada pela Ermida para uma exposição, a artista propôs a mostra desta peça, pela primeira vez, neste espaço que evoca também a presença do velho e antigo pela sua carga histórica e do novo e contemporâneo pelo uso que lhe é dado enquanto espaço expositivo. Ângela Ferreira concebeu "Paradys" após, num dos seus passeios  numa visita em 2007 a Veneza, ter estado na Gallerie dell'Accademia e ao observar a porta, ser remetida para este conceito.

Nascida em 1958 em Maputo, Moçambique, Ângela Ferreira viveu nesta cidade até 1973, mudando-se depois para Lisboa onde viveu o intenso período da revolução de 25 de Abril de 1974. Em 1976 muda-se para a Cidade do Cabo, África de Sul, para estudar Artes Plásticas. Os anos aí passados reflectem-se desde cedo na sua consciência cultural, consciência essa de grande sensibilidade política que se manifesta claramente nos seus trabalhos.

Sobre o Projecto Travessa da Ermida

Este projecto, um novo espaço onde a Arte Contemporânea, o Design, a Joalharia de autor e os vinhos coabitam, está ancorado na "Ermida Nª Srª da Conceição" e desenvolve-se em torno da "Enoteca de Belém" e da "Oficina de Joalharia Alexandra Corte Real".

"O Projecto Travessa da Ermida" pretende constituir-se como um inovador projecto cultural, destinado a ocupar um lugar de referência na cidade de Lisboa, em geral, e no bairro de Belém, em particular. Dotado de uma personalidade distinta, este projecto visa a promoção cultural e turística e a oferta de experiências diferenciadas e únicas, transversais e sinérgicas entre os vários elementos que o compõem:

Uma capela do século XVIII, "A Ermida de Nossa Senhora da Conceição", que, após longos anos de abandono, funciona actualmente como espaço de exposições de arte contemporânea e intervenções de design na fachada, apresentando projectos com curadoria e/ou envolvimento de uma estrutura de produção artística;

 

A "Enoteca de Belém", local dedicado à experimentação e ao encontro de pessoas e sabores, aposta na divulgação da cultura vinícola e gastronómica nacional;

 

A Oficina de Joalharia "Alexandra Corte Real", um espaço de comercialização, de criação e de expressividade, onde a designer residente e coordenadora, cria e expõe peças modernas, recorrendo a técnicas de joalharia tradicional e contemporânea (abre em 2010);

 

A Travessa do Marta Pinto, a rua, é o eixo de ligação do Projecto Travessa da Ermida. Será uma via de contacto com a história de Belém e de Lisboa, mas também de acesso a novas vivências, assumindo o verdadeiro papel de uma rua como espaço de animação, de encontros e passagens, símbolo do movimento quotidiano;

 

Um boletim cultural trimestral "Efeméride", com uma vertente ensaística e crítica, de distribuição gratuita, com uma tiragem de 12 500 exemplares (rede postal free em Lisboa, Porto, Coimbra e Caldas da Rainha), fundamental à ampla divulgação do projecto.